Uma homenagem pra me lembrar do abraço que agora me faz falta

17 de julho de 2009

Normalmente sou bem tranquila, mas me irrito muito quando crio uma expectativa a respeito de uma pessoa e, de repente, me frustro.
Principalmente porque evito criar expectativas.
Quando crio é porque aquela pessoa realmente me surpreendeu em algum momento.
Rezo toda noite pedindo paz, sabedoria... Mas teve dias que rezei pedindo, pra quem quer que estivesse escutando, que me desse menos cabeça e mais atitude de uma criança de 21 anos.
As pessoas olham pra mim esperando que eu seja uma criança... Não seria mal, só pra variar, que tivessem o que esperam.
A partir dos meus 14 anos vivi tanto, tão intensamente, e cometi tantos erros - alguns idiotas, outros sérios - e aprendi tanto com eles que simplesmente me vejo diferente da grande maioria das pessoas da minha idade. Pior. Encontro pessoas mais velhas que são tão inseguras que são dignas de pena.
Sempre me envolvi com pessoas mais velhas. Estou me referindo a relacionamentos amorosos. Um ex namorado costumava me perguntar o motivo disso, e eu sempre dizia que gostava de pessoas com mais cabeça... Mordi a língua, não uma vez, nem duas. O maior exemplo disso é um grande amigo meu, um cara que conheci há mais ou menos 3 anos e por quem já fui muito apaixonada (talvez ainda seja, de certa forma). Ele tem 20 anos, fez há alguns meses, e é mais adulto do que todas as pessoas com quem já me envolvi. Com ele não preciso ser a mãe, a conselheira, sou só eu. Eu mesma.
Toda vez que me frustro com alguém, como aconteceu hoje, fico me perguntando, "Por que não encontro alguém como o Bruno, só pra variar?".
Mas, não. Seria fácil demais e eu ainda tenho bastante abacaxi pra descascar. Só vivi 21 anos... Tenho muito o que aprender. Talvez a errada, a digna de pena, seja eu.
Talvez.
É na possibilidade oposta que me apego para seguir em frente.

Sabe, eu só queria um abraço.

1 pitacos:

Luis Fernando disse...

Um abraço eu posso te oferecer =), rs
Pode sempre contar comigo!!

bjão