Sobre o amor e outras loucuras

21 de outubro de 2014

Gratidão.

Acho que é isso que eu sinto neste momento e que mal cabe em mim.
Eu penso em tudo que aconteceu nesses últimos meses, nas viagens, nas provas de vestido, na correria, na ausência sentida, no abraço e no beijo que tiveram que ficar pra depois... Lembro das dúvidas sobre cores, flores, roupas, convite e da alegria de se chegar a um acordo sobre tudo isso pra que, no fim, fizéssemos uma festa digna do amor que seria celebrado.

A bem da verdade, a ideia inicial era fazer um churrascão.

Isso porque nosso amor não tem frescura, não exige black tie ou filé mignon ao molho madeira.
Mas a família é grande, sabem como é, e um churrascão, mesmo "ão", não comporta tanta gente assim.

Fora isso, eu sempre quis me casar de noiva.

É, eu sei, não faz o menor sentido se você me conhece, mas sempre achei linda a ideia de estar de branco e entrar de braço dado com o meu pai (os românticos se escondem sob as carapaças mais grossas, meu amigo, essa é a real).

Aos poucos, transformamos nosso churrascão numa festa enorme e linda, com uma certa frescura, sim, mas também com a nossa cara. E foi só quando cheguei lá, subi a ponte que dava pro chalé no meio do lago e vi o Luiz rodeado pelos nossos pais e irmãos, que entendi que aquele era de fato o dia mais feliz da minha vida. Quando ele olhou pra mim com aquele sorriso que chegava na orelha de tão grande, eu vi que era ali que eu queria estar e que nada poderia apagar aquele momento.

Eu sou grata. Ao Luiz, acima de tudo, por me permitir amar alguém por completo, por me fazer querer ser sempre melhor e por ser a pessoa que eu vou lutar todos os dias pra fazer feliz. Aos meus pais e sogros, que empreenderam essa jornada louca de fazer um casamento gigantesco, do tamanho da nossa família (Cury, Reis, Justini e Araujo). Aos nossos irmãos, Sandra, Rodrigo, Patrícia, Débora, André e Heitor, nossos padrinhos no casamento e na vida. Ao padre Tarcísio, que fez uma cerimônia bonita que só. À Helena, que se juntou a mais dois grandes músicos e encantou a nossa cerimônia. À tia Sirlene, que fez consultoria de moda pra metade dos convidados. Ao tio Vênio, que me levou pro casamento na nave mega-power que ele chama de carro. Aos tios Ivar e Rose que buscaram e levaram o padre pra chácara. À tia Silvana, que fez a leitura na cerimônia e emocionou todo mundo. Ao tio Manobra, que desejou à mim e ao Luiz a mesma felicidade que ele teve no casamento dele. À tia Mara, que quebrou os protocolos e me abraçou na hora que ela quis. À Luiza, que fez a mesmíssima coisa. Ao Enzo, nosso sobrinho lindo, que fez questão de levar nossas alianças. E, generalizando, mas não diminuindo, a todos os tios, tias, primos, primas, parentes distantes, grandes amigos meus, do Luiz, dos meus pais, dos meus sogros. A todos. Todos que estiveram presentes (fisicamente ou de coração) e que trabalharam duro (ou beberam todas) pra que essa festa virasse o que virou.

Obrigada!

Dizem que o casamento é a celebração da família.
Eu, sem dúvida, tenho a melhor família do mundo.

Um beijo a todos,

Ma


1 pitacos:

Amanda Borba disse...

que lindos e que texto feliz!! eu acredito no amor e não desisto jamé! =) parabéns, marina!!