E os ratos fazem a festa!

14 de abril de 2010

-Júlio, acorda!
-Mais cinco minutinhos, mãe, por favor.
-Júlio, é sério!
-Eu não tô me sentindo bem, mãe, liga pra tia da escola e fala que tô com dor de barriga e não vô pra aula por uma semana.
-JÚLIO, CACETE, ACORDA, É SÉRIO!
-Oi? Ah, Lu, eu tava tendo um sonho tão bom!
-Shiii! Ouvi um barulho na cozinha.
-Deve ser o cachorro, meu amor, agora volta a dormir.
-Júlio, a gente não tem cachorro!
-Deve ser algum rato então.
-Se for rato é bom você levantar e matar, porque nem a pau que eu vou dormir com um rato na cozinha!
-Ele tá na cozinha, não no quarto, na pior das hipóteses vai mexer na comida.
-JÚLIO, QUE NOJO!
-Ai, tenha a santa paciência, são três horas da manhã, mulher!

Poc, Poc, Poc

-Aiiii, Júlio, ouviu? Parece que tem alguém andando, agora tá na sala.
-Quem é que anda e faz "poc poc", louca?
-Não me chama de louca! Bem que minha mãe falou que eu não devia casar com você!
-Sua mãe fala? Achei que ela só resmungasse!
-JÚLIO!

POC, POC, POC

-Ai, caramba, agora eu ouvi mesmo, tá se aproximando.
-Levanta e vê o que é!
-Eu não, levanta você!
-De que adianta ter um homem em casa se nem pra isso você serve?
-E se for um ladrão? Melhor já chamar a polícia.
-O telefone tá na sala...Levanta, homem! Dá uma espiadinha, se for ladrão mesmo a gente sai pela janela.
-Ótima ideia, ainda mais pra gente que mora no sétimo andar.
-Tem ideia melhor? Não! Então não me enche o saco.
-Ai merda, vamos ver logo o que é isso.

Levanta da cama devagar, põe um short, caminha na ponta dos pés nhec, nhec, nhec, para na frente da porta, abre a porta devagar, nheeeeeeeeec. Dá de cara com uma mulher, lindíssima, de salto alto...só de salto alto.

-Ah...boa...boa noite, senhora, posso ajudar?
-Claro!
Aponta a arma, PÁ! Tiro certeiro no peito.
O tiro faz a outra gritar no quarto.
-AHHHHHH!
-Shiii, calma, Lu, sou eu!
-Elisa?
-É!
-O quê você fez?
-Matei seu marido.
-Agora? Não era pra ele morrer amanhã?
-Já passou da meia noite, já é "amanhã". Vamos?
-Pra onde?
-Para o nosso lugar!
-Ah, que linda. Deixa eu só pegar minha bolsa e...não me leve a mal, mas...por quê você tá pelada?
-Menina, tirei a roupa e joguei em cima de um rato enorme que tinha na cozinha, foi o único jeito de matar o bicho sem fazer barulho. Que nojo!
-Ai, nunca conheci um homem tão corajoso quanto você.
-Não sou um homem, deve ser por isso.
-É, realmente! Ah, esquece a bolsa, morro de medo de rato, vamos logo embora daqui!

4 pitacos:

Júlio. disse...

Vim dar uma espiadinha no seu blog e adorei o texto, mto bom, rs!! Bjs em vc!

Tyler Bazz disse...

ISSO é o bom de ser homem. Não há um momento em que a gente não se sinta querido, ou necessário... ahuahuahuahuahuahu

Apple Republic disse...

A-D-O-R-E-I!!! Amoo essas histórias que valorizam a presença de um homem na vida de uma mulher! rsrrsrs

Bonaldi disse...

Homem, o sexo frágil.